Alta Floresta (MT), 21 de novembro de 2018 - 10:06

Brasil

09/11/2018 09:28 G1

Sindicalização no Brasil tem a menor taxa em seis anos, aponta IBGE

A associação a sindicatos profissionais no Brasil atingiu o patamar mais baixo em seis anos. É o que aponta um levantamento divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são de 2017.

Segundo a pesquisa, dentre os 91,4 mil trabalhadores que estavam ocupados no ano passado, 14,4% estavam sindicalizados. Foi a menor taxa da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), iniciada em 2012, que subsidiou o levantamento.

O IBGE destacou que desde o início do levantamento, em 2012, a sindicalização no país apresenta quedas sucessivas, sendo a maior a observada em 2016.

De acordo com a pesquisadora técnica da PNAD, Adriana Beringuy, a queda na sindicalização está relacionada à queda da população ocupada como um todo, “mais especificamente na queda da população ocupada com carteira assinada”.

“A queda da população ocupada se concentrou em atividades mais formais, que tinham taxas mais elevadas de sindicalização”, explicou.

 

Questionada, a pesquisadora afirmou que essa queda não está relacionada à reforma trabalhista, que estabeleceu como opcional a contribuição sindical. Ela lembrou que a medida passou a vigorar em novembro de 2017, não influenciando no levantamento desta pesquisa.

A queda na sindicalização foi observada pelo IBGE em todas as grandes regiões no país. Todavia, na passagem de 2016 para 2017, somente o Centro-Oeste registrou recuperação do indicador, saltando de 11,8% para 13,2% no período.

Regionalmente, a Região Sul do país é a que apresenta a maior taxa de sindicalização, enquanto a Norte, a menor.

Taxa de sindicalização em 2017 por regiões:

 

  • Norte: 12,6%
  • Nordeste: 15%
  • Centro-Oeste: 13,2%
  • Sudeste: 13,9%
  • Sul: 16,2%

O movimento no Centro-Oeste pode ser explicado ao se observar a sindicalização por grupamentos de atividades. No Brasil, a administração pública responde pela maior taxa de sindicalização (23,6%), seguida pela agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (21,1%) – atividades com amplo peso no mercado de trabalho daquela região.

Conforme pontuou o IBGE, a atividade de Alojamento e Alimentação teve o maior crescimento de ocupados (10,6%) em 2017, com acréscimo de 499 mil pessoas no setor. Porém, a taxa de sindicalização neste grupamento caiu de 7,6% em 2016 para 6,8% em 2017.

 


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