Alta Floresta (MT), 21 de novembro de 2018 - 10:08

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Operação Capitu 10/11/2018 07:28 GazetaDigital

Polícia afirma que Geller recebeu 'mensalinho' de R$ 250 mil

O delegado da Polícia Federal (PF), Mário Velloso, afirmou em entrevista coletiva que o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e deputado federal eleito, Neri Geller (PP), recebia valores mensais estimados em R$ 250 mil.  Ele foi preso na sexta-feira (9) na Operação Capitu, um desdobramento da Operação Lava Jato.

A operação foi deflagrada para desarticular uma organização criminosa envolvendo o grupo JBS que atuava na Câmara dos Deputados e no Mapa, integrada por empresários e executivos da empresa.  Os valores supostamente pagos serviram para proporcionar ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica.     

Segundo a PF, no momento em que Geller sucedeu Antônio Andrade (atual vice governador de Minas Gerais) como ministro da Agricultura (em março de 2014), continuou recebendo recursos para favorecimentos ilegais, justamente o pagamento mensal de R$ 250 mil.      

Na operação, foram cumpridos 63 mandados judiciais de busca e apreensão e 19 mandados de prisão temporária, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.     

Foram mobilizados 310 policiais federais nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraíba e no Distrito Federal.      

Os crimes   

Conforme a Polícia Federal, o grupo dependia de normatizações e licenciamentos do Mapa e teria passado a pagar propina a funcionários do alto escalão do Ministério em troca de atos de ofício, que proporcionariam ao grupo a eliminação da concorrência e de entraves à atividade econômica, possibilitando a constituição de um monopólio de mercado.      

Os envolvidos deverão ser indiciados pelos crimes de constituição e participação em organização criminosa, obstrução de justiça, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, dentre outros.   

Caso haja condenação, as penas máximas poderão variar entre 3 e 120 anos de prisão, proporcionalmente à participação de cada investigado. Além de Geller e do vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), os executivos da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, além de outras 6 pessoas, também foram detidos.


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