Alta Floresta (MT), 21 de novembro de 2018 - 10:05

Meio Ambiente

10/11/2018 08:18 ABR

Reflorestamento avança e pesca segue restrita no Rio Doce após 3 anos

A recuperação ambiental da bacia do Rio Doce, três anos após o rompimento da barragem da mineradora Samarco, ainda dá o primeiros passos, na avaliação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A presidente do órgão, Suely Araújo, calcula que serão precisos aproximadamente mais 15 anos para se ter resultados mais concretos para as ações que estão sendo feitas na área afetada.

Considerado a maior tragédia ambiental do país, o rompimento da barragem em Mariana (MG) completou três anos na última segunda-feira (5). No episódio, foram liberados no ambiente cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que destruiu comunidades, devastou florestas e poluiu rios, além de deixar 19 mortos. "Temos programas para mais 15 anos. A natureza tem seu tempo. Não se faz recuperação ambiental em dois ou três anos. Isso não existe", disse Suely Araújo, em entrevista coletiva na semana passada.

A presidente do Ibama preside também o Comitê Interfederativo, que é composto por diferentes estruturas do poder público. Seu objetivo é fiscalizar os trabalhos da Fundação Renova, criada para gerir todo o esforço de reparação dos danos causados na tragédia. As ações planejadas são financiadas com recursos da Samarco e de suas acionistas, a Vale e a BHP Billiton. Tanto o Comitê Interferativo como a Fundação Renova foram previstos no acordo que as mineradoras assinaram em março de 2016 com a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

"O comitê só vai parar de trabalhar quando considerar concluídos todos os 42 programas que foram definidos", afirmou Suely. Segundo ela, a existência da estrutura independe de quem estiver a frente do governo federal, pois consta em termo assinado pela União e homologado na Justiça. 

Apesar da natureza exigir seu tempo próprio, tanto o Ibama quanto a Fundação Renova informam que há avanços no reflorestamento. As ações visando o reflorestamento tiveram início em 2016 com uma revegetação inicial com gramíneas e leguminosas em diversos trechos da área mais afetada, entre a barragem e a Usina de Candonga, em Santa Cruz do Escalvado (MG). A medida, de cunho emergencial, buscou combater a erosão e estabilizar o solo. Suely explicou que, só após esta primeira fase, teve início o reflorestamento.


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